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Candidato comemora resultados da CNT/Sensus
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Candidato comemora resultados da CNT/Sensus

Em viagem à Europa, o candidato da aliança PSDB/PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, recebeu com entusiasmo o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. "Crescer 7 pontos antes de começar a campanha é um crescimento grande. Sem ter publicidade, sem gastar dinheiro, sem ter máquina governamental", disse o tucano em Bruxelas, na Bélgica. "Eu diria que isso mostra que a população está recebendo bem a nossa mensagem, as nossas propostas". Apesar de a pesquisa indicar que o presidente Lula tem ainda uma pequena vantagem nas intenções de voto para vencer no primeiro turno, caso as eleições fossem hoje, Alckmin avaliou que o eleitorado tende a levar a disputa ao segundo turno, para ter mais clareza das propostas e mais segurança na escolha. Ele aposta em um avanço maior depois de 15 de agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Mas ressalvou: "A gente precisa ter os pés no chão. Uma coisa é pesquisa, outra é eleição". Alckmin minimizou o apoio de alguns caciques do PMDB à reeleição de Lula e destacou que as lideranças regionais do partido apóiam a sua candidatura. "No Nordeste, Jarbas Vasconcelos (PE) está conosco. No Centro-oeste, Joaquim Roriz (DF) está conosco. No Sul do país, o atual governador Luiz Henrique (SC) está conosco. E, em São Paulo, acredito que Michel Temer estará conosco", disse o ex-governador paulista, ainda antes de o presidente nacional do PMDB anunciar, em Brasília, apoio formal à candidatura tucana. O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, que acompanha o candidato na viagem, listou as lideranças peemedebistas que apóiam Lula: Renan Calheiros, José Sarney, Ney Suassuna e Jader Barbalho. "Liderança de voto importante com o PMDB não tem nenhuma (com Lula). Germano Rigotto está neutro, Roberto Requião está neutro. Jarbas, Luiz Henrique e Itamar Franco têm feito elogios à candidatura do Alckmin", reiterou Tasso. Alckmin criticou Lula por ter acomodado nos Correios quatro apadrinhados do PMDB. "Os Correios foram dados ao PMDB. Isso demonstra que o governo não aprendeu com a crise. É uma visão equivocada de que os fins justificam os meios. Não é a maneira adequada de fazer política", afirmou. "O que o governo tem feito é algo totalmente atrasado. É loteamento de cargo público, sem critério adequado, reincidente no caso dos Correios". Para ele, a estratégia de Lula para atrair o PMDB é "muito ruim".
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