Campanha de Bolsonaro encaminha mais detalhes sobre acusação dos rádios ao TSE.
Após o ministro Alexandre de Moraes determinar que a campanha de Jair Bolsonaro (PL) apresentasse as provas sobre as denúncias feitas pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, e pelo ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, sobre as rádios nordestinas que supostamente reproduziram mais propagandas eleitorais de Lula (PT) que do candidato a reeleição, os advogados da coligação do presidente encaminharam nesta terça-feira (25) mais detalhes ao TSE.
Conforme a coluna Radar, da revista Veja, segundo a campanha bolsonarista, quando as alegações foram feitas a compilação dos dados não estava concluída, porém, a amostra inicial, na visão dos representantes, seria suficiente para justificar o “poder de polícia” do TSE.
Para Moraes, o relatório, apresentado pela “Audiency Brasil Tecnologia”, era “apócrifo”. O ministro também argumentou que as denúncias não indicavam quais eram as rádios, nem os dias e horários em que as propagandas foram (ou deixaram de ser) veiculadas. Os advogados responderam que não tiveram tempo para apresentar todos os dados na primeira petição enviada à Corte.
O presidente do TSE afirmou ainda que a denúncia não indicava qual a metodologia foi utilizada para chegar a conclusão de fraude eleitoral.
Os advogados defenderam a empresa responsável pelo levantamento, anexaram os currículos dos sócios e explicitaram um contrato da “Audiency Brasil Tecnologia” com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, como argumento para a credibilidade da pesquisa.
Conforme os advogados, um software da empresa consegue transformar o áudio em algoritmos. A partir disso, se faz o trabalho de análise dos dados na comparação com arquivos binários. A explicação do método utilizado pela “Audiency Brasil Tecnologia” foi detalhada no documento entregue à Justiça Eleitoral.
Bahia.ba
