Caetité: cidade traumatizada com morte da Drª Lara e Paloma.
Vitimada por trágico acidente automobilístico ocorrido na BA-262, na altura da cidade de Aracatu, a odontóloga Lara Fernandes de Carvalho Costa veio a falecer no começo da noite do domingo (20/10), que também ceifou a vida da sua sobrinha Paloma Fernandes.
Imediatamente muitas pessoas foramà sua residência, na esquina da Praça da Catedral com a Avenida Santana, prestando solidariedade aos familiares, todos abalados com a tragédia. Também nas redes sociais o choque foi grande, com manifestações de caetiteenses de todas as partes do país, de conhecidos e amigos de Lara.
Em luto, a noite de domingo foi das mais tristes já vividas pela cidade de Caetité.
Uma pessoa bonita
Lara era filha do casal José de Carvalho Costa, médico, e Verbena Josefina Teixeira Costa, professora. Tanto pelo lado paterno quanto pelo materno, vinha de duas antigas famílias de Caetité e Igaporã. Seu pai foi um dos fundadores do Hospital Santana, junto ao tio Woquiton Fernandes Teixeira. Sua mãe lecionou biologia para várias gerações de alunos do IEAT e COOPEC.
Sempre ativa na vida social da cidade, Lara estava presente nos eventos religiosos e cívicos, desde criança. Era nos festejos do 2 de Julho, contudo, que manifestava sua paixão pelos cavalos, como amazona e criadora. Neste ano de 2013 estava na abertura do cortejo, com o acendimento das tochas na Praça.
Aluna do mesmo Instituto Anísio Teixeira nos anos 80, Lara mudou-se ainda jovem para Salvador, onde estudou no Colégio Maristas; veio a se formar em odontologia em Alfenas (MG), retornando à Caetité natal onde exercia sua clínica, num consultório à Avenida Santana. Também prestou serviços ao Município, onde integrou o Conselho Municipal de Assistência Social.
Com um sorriso cativante, sempre esbanjando alegria, era assim a imagem que dela traziam todos os amigos e conhecidos, agora lamentando sua perda, junto à sobrinha Paloma.
O acidente
Segundo informações de jornalistas da cidade de Brumado, por volta das 19:30 horas, por causa da pista molhada, o carro da odontóloga derrapou, vindo a colidir com outro automóvel, guiado por um engenheiro da Ferrovia Leste-Oeste e que estava com sua esposa e filho. Ambos os veículos se incendiaram, mas Lara e a sobrinha, ao contrário dos ocupantes do outro carro, não conseguiram sair, morrendo carbonizadas.
O luto
Ainda sem manifestações oficiais, a população de Caetité se irmanou no trágico momento por que passa a família, mais uma vítima de nossas estradas, que têm ceifado prematuramente tantas vidas, numa relação que é difícil relembrar todos, de tão extensa.
Em todos, além do choque e da dor extrema, a revolta com o descaso para com as rodovias sertanejas. Que as autoridades estaduais e federais fazem questão de desconhecer, esquecendo sua efemeridade nos cargos, locomovendo-se em helicópteros e aviões.
A segunda-feira traz uma Caetité de luto. Por mais uma vez se despedir de duas pessoas queridas, e jovens.
Até quando?
