Brasil massacra o Chile e vai à Copa sem "trauma da última rodada".
A Copa de 2006 contará com a presença dos atuais campeões mundiais. Neste domingo, a seleção brasileira derrotou o Chile por 5 a 0 no estádio Mané Garrincha, em Brasília, e selou, com dois jogos de antecedência, sua classificação ao Mundial da Alemanha, se livrando do "trauma da última rodada" das três últimas eliminatórias que disputou. Juan, Robinho e Adriano, três vezes, marcaram na goleada.
O Brasil, que já poderia ter se classificado na rodada anterior, quando foi derrotado pela Argentina em Buenos Aires, manteve contra o Chile o retrospecto de nunca ter sido derrotado em casa na história das eliminatórias.
Desta forma, o time de Carlos Alberto Parreira escapa do perigo de ter que jogar a classificação contra a Bolívia nos 3.600 m de altitude de La Paz (nas alturas, os brasileiros só têm desempenho melhor em eliminatórias sul-americanas do que a Venezuela, saco de pancadas do continente).
A tranqüila passagem para a Copa do próximo ano contrasta com a dramaticidade que marcou a trajetória da seleção até o último Mundial, quando só na rodada final das eliminatórias, em jogo nervoso com a Venezuela, o time de Luiz Felipe Scolari garantiu lugar no torneio de Japão e Coréia do Sul.
A goleada em Brasília marca também a classificação da seleção para sua 18ª Copa. Em toda a história dos Mundiais, o Brasil é a única nação que esteve em todas as edições. Além dos pentacampeões mundiais e da anfitriã Alemanha, a Copa-2006 já tem classificados Argentina, Ucrânia, Estados Unidos, Japão, Arábia Saudita, Irã e Coréia do Sul.
Com a vitória em casa, a seleção chega aos 30 pontos na classificação das eliminatórias sul-americanas, apenas um atrás da Argentina. Nas duas rodadas finais, contra Bolívia (fora) e Venezuela (em casa), o Brasil lutará pelo título simbólico do torneio qualificatório. Para essa missão, Parreira, visando ao entrosamento da equipe, não pensa em poupar seus jogadores e faz questão de contar com força máxima.
Sem Ronaldinho Gaúcho, que cumpriu suspensão contra o Chile, o "quarteto ofensivo" se comportou bem, especialmente no primeiro tempo, em uma das melhores atuações desde a adoção da formação. Robinho, com a determinação de jogar mais recuado na criação, conseguiu se sair bem, participando da armação e ainda chegando bem na frente para finalizar as jogadas.
Principal artilheiro da "Era Parreira", Adriano confirmou a grande fase. O herói brasileiro nas conquistas da Copa América e Copa das Confederações anotou três vezes na goleada sobre o Chile e ainda mostrou entrosamento com os companheiros de frente.
Por sua vez, Ronaldo, que havia recebido "férias" de Parreira e não havia disputado os dois jogos anteriores nas eliminatórias e nem a Copa das Confederações, voltou à seleção em jogos oficiais com uma boa atuação, participando taticamente de forma inteligente para abrir espaço para seus companheiros do quarteto no primeiro tempo. No intervalo, cedeu lugar a Ricardinho
