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Brasil elabora proposta para prevenção do suicídio.
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Brasil elabora proposta para prevenção do suicídio.

O Brasil será o primeiro país da América Latina a ter uma proposta de ação nacional voltada à prevenção do suicídio por considerá-lo um problema de saúde pública. O tema está sendo debatido durante o I Seminário Nacional de Prevenção do Suicídio, que termina hoje em Porto Alegre (RS). A preocupação com o problema leva em conta dados de um estudo inédito feito pelo Ministério da Saúde segundo o qual, no ano de 2004, alguns estados e capitais brasileiras já apresentavam taxas de suicídio comparáveis aos países com índices preocupantes. No Brasil, a taxa de mortalidade por suicídio era de 4,5 mortes por cem mil habitantes. De acordo com o estudo, que abrangeu o período de 1994 a 2004, o Rio Grande do Sul tinha, em 2004, a maior taxa de mortalidade masculina por suicídios do Brasil: 16,6 casos por cem mil homens. Já entre as capitais, a maior incidência foi em Macapá (AP), com 13,6 suicídios por cem mil homens. No que diz respeito às mulheres, Mato Grosso do Sul era o estado que apresentava as maiores taxas ? 4,2 mortes por cem mil mulheres ?, e, entre as capitais, Teresina (PI), com taxa idêntica. Além disso, o trabalho apurou que, embora a mortalidade no sexo masculino seja mais elevada ? de 3,7 mortes de homem para uma morte de mulher ?, o aumento proporcional das taxas, de 1994 a 2004, foi maior entre o público feminino: de 24,7% para as mulheres e de 16,4% para os homens. Conforme divulgado, em 1996, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), internacionalmente, as taxas de suicídio variam de 25 mortes por cem mil habitantes, nos países do Leste Europeu e Japão, até menos de dez mortes por cem mil habitantes, na Espanha, Itália, Irlanda, Egito e Holanda. Para o coordenador do grupo de trabalho, o psiquiatra Carlos Felipe Almeida d?Oliveira, a alta incidência de suicídios é um problema que pode ser evitado. ?Na maioria dos casos existe psicopatologia diagnosticada e tratável?, adverte. Algumas das diretrizes para combater o problema são: desenvolver estratégias de promoção da qualidade de vida, educação, proteção e recuperação da saúde e prevenção de danos; desenvolver estratégias de informação, comunicação e sensibilização da sociedade de que o suicídio é um problema que pode ser prevenido; organizar linha de cuidados integrais (promoção, prevenção, tratamento e recuperação) em todos os níveis de atenção, garantindo o acesso às diferentes modalidades terapêuticas; identificar a prevalência dos determinantes e condicionantes do suicídio e tentativas, assim como os fatores protetores e o desenvolvimento de ações intersetoriais de responsabilidade pública, sem excluir a responsabilidade de toda a sociedade.
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