Brasil deve ficar no Grupo F da Copa da Alemanha.
Uma manobra foi arquitetada pelos organizadores para que a Seleção e a Alemanha não se enfrentem antes da decisão
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira (D), falou da dificuldade em marcar amistosos
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, confirmou ontem que está tudo "armado" para que a Seleção seja a cabeça-de-chave do grupo F da Copa do Mundo de 2006. A manobra foi arquitetada para evitar que Brasil e Alemanha possam se enfrentar antes da decisão do Mundial. Com o Brasil no grupo F da Copa do Mundo e a Alemanha no A, como deve acontecer, a possibilidade dos dois se enfrentarem antes da decisão do título existe somente se um deles não for o primeiro colocado em seu grupo na primeira fase.
Caso a Seleção Brasileira seja confirmada como cabeça-de-chave do F, a estréia na Copa acontecerá no dia 12 de junho, em Berlim. Depois, o Brasil jogaria dia 18, em Munique, e encerraria sua participação na primeira fase no dia 22, em Dortmund. No desembarque da Seleção ontem, no Rio, depois da vitória sobre a Venezuela por 3x0 em Belém, pela última rodada das eliminatórias, Ricardo Teixeira ainda aproveitou para revelar que o Brasil pode fazer mais um amistoso, além dos três previstos, antes do início de preparação para a Copa.
A princípio, o Brasil jogará duas vezes em novembro. A primeira será contra os Emirados Árabes, no dia 12, e a outra também com uma seleção do Oriente Médio, no dia 16. Além disso, haverá um amistoso em março, provavelmente na Europa. "Acho que vai ser difícil conseguirmos marcar outros jogos, porque a Fifa está muito restritiva em relação a datas", admitiu o presidente da CBF, para, em seguida, falar sobre os treinos de luxo que o Brasil fará durante sua aclimatação na Europa. "Mas, além dessas três, está praticamente certo jogarmos contra dois times durante os 15 dias de preparação para a Copa".
Apesar da dificuldade para marcar amistosos, o presidente da CBF tentou consolar-se com o fato de que, até a Copa do Mundo, o Brasil terá realizado aproximadamente 20 partidas. "Achei importante participarmos das eliminatórias porque assim a Seleção treinou. Vamos chegar à Copa com um time que jogou pelo menos 18 vezes", afirmou Ricardo Teixeira, que, apesar dos incidentes com o excesso de público no treino do Brasil em Belém, na terça-feira, fez uma brincadeira com o episódio. "Brinquei dizendo que vou pedir uma inscrição no Guinness book (o livro dos recordes) porque não deve ter tido um treino no mundo com 70 mil pessoas".
