Bancários baianos entram em greve.
Paralisação é nacional e por tempo indeterminado para pressionar negociação salarial
Há uma semana os bancários baianos fizeram paralisação de advertência de um dia
Os bancários baianos decidiram aderir à greve nacional da categoria, a partir de hoje, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na assembléia geral, ontem à noite, ocorrida no ginásio da classe, no bairro dos Aflitos. O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes Neves, informou que a deliberação pela greve foi motivada pela "intransigência dos patrões", que não avançam nas negociações. "Os bancos estão obtendo lucros recordes, sem precedentes no país. E oferecem aos trabalhadores um reajuste abaixo da inflação. É lamentável que o governo não faça nada para impedir esses ganhos exorbitantes do setor financeiro", protesta.
Com data-base vencida em setembro, a pauta de reivindicações dos bancários inclui aumento salarial de 11,77%, reajuste do vale-refeição, maior participação nos lucros, 14º salário, garantia de emprego, entre outros benefícios. Os banqueiros propõem 4% de reajuste, abono de R$1 mil e menor participação nos lucros. No último dia 28, os bancários fizeram uma paralisação de advertência, durante 24 horas, "com total adesão dos colegas que trabalham nos bancos oficiais, e de parte expressiva nas agências da rede privada localizadas Avenida Sete de Setembro, Comércio e Calçada", conta Fagundes Neves. O sindicalista assegura que, a partir de hoje, "a paralisação vai abranger também estabelecimentos em outras áreas da capital e cidades do interior".
Neves promete que as salas de auto-atendimento de algumas agências, além dos caixas eletrônicos, vão estar disponíveis ao público para a realização de operações como saques, depósitos, transferências e pagamentos de boletos. "Como já aconteceu em outras paralisações, vamos encontrar soluções para problemas emergenciais que apareçam, como é o caso dos aposentados e pensionistas que não possuem cartão para transações nos caixas automáticos e dependem do atendimento humano", garante. Segundo o dirigente sindical, na Bahia a categoria é representada por nove organizações sindicais, cujas bases totalizam 17 mil bancários. No país, são cerca de 400 mil trabalhadores.
