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Assembléia reduzirá recesso parlamentar.
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Assembléia reduzirá recesso parlamentar.

Deputados estaduais vão acabar com salário duplo na convocação extraordinária O líder vai reunir a bancada e espera contar com apoio da oposição para mudança A redução do recesso parlamentar e o fim da convocação remunerada em dobro na Assembléia Legislativa serão assuntos dos parlamentares da bancada do governo em reunião que deverá agendada pelo líder da maioria, deputado Paulo Azi (PFL), após o Carnaval, que começa na semana que vem. A tendência, segundo os governistas, é que a Assembléia acompanhe o Congresso Nacional, que reduziu o recesso de 90 para 55 dias, e acabou com os dois salários extras por convocação, através de duas emendas à Constituição Fe-deral. A oposição já sinalizou que é favorável às mudanças, que deverão ter prioridade na pauta e votadas até março. Paulo Azi disse que não quer se manifestar sobre o assunto até a reunião da bancada, mas admitiu que as duas propostas são reclames da sociedade. "Vamos ouvir os deputados da bancada. É um assunto que está na ordem do dia e vamos precisar nos posicionar", disse o líder da maioria. Ele explicou que, se houver redução do recesso, ela não precisa necessariamente ser de 90 para 55 dias, como no Congresso. "Podemos fixar uma redução menor. A Assembléia tem liberdade para isso", acrescentou. Para o líder da oposição, deputado Roberto Carlos (PDT), o momento é da Casa votar a redução do recesso e acabar com a remuneração em caso de convocação extraordinária. "Temos de seguir o exemplo do Congresso e dar exemplo. Qualquer trabalhador só tem direito a férias de 30 dias. Com os deputados, não pode ser diferente", ressaltou o pedetista, lembrando que tramitam na Assembléia vários projetos propondo a redução do recesso e o fim dos jetons em caso de convocação, prontas para serem votadas. O deputado Antônio Rodrigues (PFL) tem uma opinião um pouco diferente. "O recesso parlamentar não é férias. É no período do recesso que os deputados visitam suas bases sem atrapalhar as atividades em plenário e nas comissões. Nesse período, os deputados costumam trabalhar como nunca. Afinal, precisamos estar em contato com nossas bases para que possamos desempenhar bem o nosso papel", frisou. "Em relação ao fim da remuneração extraordinária, sou favorável, e a tendência é que isso seja votado logo na Assembléia. Será uma economia para os cofres públicos e evitaria desgastes desnecessários", completou Rodrigues. Ontem, no primeiro dia de trabalho no plenário da Casa, após a reabertura dos trabalhos, anteontem, além da redução do recesso e do fim da convocação extraordinária remunerada, os deputados do governo e da oposição também trataram da implantação da TV Assembléia, que deverá ocorrer ainda este ano, assim como a implantação do painel eletrônico de votações. Até o momento, a pauta de votações da Casa está vazia, sem projetos do Executivo.
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