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Agricultores da Barragem do Poço do Magro reivindicam indenizações da Codevasf.
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Agricultores da Barragem do Poço do Magro reivindicam indenizações da Codevasf.

Desapropriação, promessa e prejuízos. Agricultores do sudoeste do estado estiveram ontem em reunião na Comissão Pastoral da Terra, nos Barris, discutindo quais serão as providências que o grupo deverá adotar para que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) pague as indenizações que deve pela desapropriação de uma área de 639 hectares, para a construção da barragem do Poço Magro, em Guanambi, a 796km de Salvador. De acordo com um dos agricultores, Josué Santos, 51 anos, a empresa, a muito custo, pagou parte das indenizações, prometidas desde 1997, mas a cada nova negociação, posterga o ressarcimento de 17 proprietários. "Minha parte foi paga, mas eu estou aqui porque nós entramos nisso todos juntos. A questão vem se arrastando desde 1997, quando eles pediram votos de confiança. Nós demos, mas eles nunca cumprem totalmente os acordos", reclama. Outra reclamação diz respeito ao valor da indenização, que está congelado desde o primeiro acordo. "Enquanto o valor da obra já foi refeito e aumentou em quase três vezes, o valor do hectare continuou parado. O dinheiro que eles estão pagando não dá para comprar nenhuma terra do mesmo tamanho, nem em um lugar inferior, quanto mais uma terra semelhante", comenta o agricultor Dão Vasco Pereira Fialho, 54 anos, que também estava na Pastoral. Depois de várias tentativas de negociação, os agricultores chegaram a ocupar o local da obra, mas depois de um mandato de reintegração de posse, deixaram a barragem, sem conseguir que a indenização fosse paga. "Quando a gente reclama, eles ainda fazem graça dizendo que não serão eles que nos tirarão de lá e sim a água", afirma. Segundo eles, o problema começou quando alguns proprietários começaram a negociar suas terras fora do grupo. Além de venderem por um preço abaixo do valor estimado, eles desocuparam a área onde hoje está localizado o sangradouro da barragem. "Pelo que a gente estima, daqui a mais ou menos 30 dias a obra deve estar pronta e a água começará a invadir as terras", prevê. Entre as reivindicações do grupo, estão a construção de uma estrada e de uma ponte. "A estrada eles já construíram, mas a ligação ainda não foi feita, pois ele não indenizaram dona Joana, proprietária da fazenda", completou Josué dos Santos.
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