
Em Espinosa, no Norte de Minas, a polícia civil apreendeu 20 carros clonados que estavam circulando na cidade de pouco mais de 30 mil habitantes.
De acordo com o delegado Herivelton Ruas Santana, as investigações começaram por causa do preço dos veículos, muitos de luxo, que eram vendidos por menos de 10% do valor real.
Todos os 20 carros são clonados, ou seja, foram roubados, tiveram os números de identificação e os documentos adulterados, e eram revendidos na cidade.
O grande número de automóveis com placas de outros estados, inclusive do Paraná, rodando pela cidade levantou suspeita e motivou a investigação. Os donos dos carros roubados estão sendo ouvidos e devem ser indiciados por receptação.
Da quadrilha suspeita de falsificar e comercializar os veículos, dois seriam de Espinosa, de acordo com a PM os nomes dos suspeitos não serão divulgados porque as investigações continuam.
De acordo com Deilson da polícia civil, a operação começou depois de uma denuncia anônima que informou a adulteração de um caminhão.
- Uma pessoa me ligou e disse: Deilson corre porque estão clonando um caminhão. Quando cheguei na oficina encontrei homens fazendo o serviço. Peguei a prova do crime, um pino tipo pulsão usado para remarcar os veículos com uma presição muito grande - afirma.
Segundo Deilson, o caminhão foi roubado no estado da Bahia e já foi devolvido ao dono. Depois da apreensão os policiais decidiram investijar o caso e suspeitaram do número de veículos que circulavam pela cidade com placas de outros estados.
Por este motivo a fraude foi confirmada. Alguns moradores afirmam que foram tentados pelos suspostos vendedores de carro. De acordo com Paulo Aguiar um homem lhe ofereceu um carro zero quilometro por R$ 5 mil.
- O homem me ofereceu um carro modelo Montana, zero quilômeto por R$ 5 mil. Suspeitei da forma que ele ofereceu o produto. Afinal um veículo como este vale no mínimo R$ 40 mil. Eu tenho um carro usado que está valendo R$ 13mil, então nao aceitei o negócio. Desconfiei que fosse algum tipo de golpe - conta.
A polícia civil afirma que cerca de 30 pessoas estão sob investigação. Segundo eles os veículos clonados estavam sendo usados para fazer transporte de mercadorias em fazendas.