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Estudante mordido por pitbull é o 1º caso de raiva humana deste ano.

Data de Publicação: 29/07/2004

Estudante mordido por pitbull é o 1º caso de raiva humana deste ano.

Vítima, que mora em São Marcos, não procurou posto para tomar a vacina O primeiro caso de raiva humana deste ano foi registrado na noite de terça-feira, quando um estudante de 19 anos, residente do bairro de São Marcos, deu entrada no Hospital Couto Maia com sintomas da doença. Segundo informações da família, a vítima foi mordida há cerca de dois meses por um cão da raça Pitbull. O cachorro, que era de propriedade de um vizinho, morreu uma semana depois do ataque. Mesmo assim, o estudante não procurou uma unidade de saúde para tomar a vacina que impede o desenvolvimento da doença. Uma vez instalada no sistema nervoso, a raiva humana é 100% letal. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Centro de Controle de Zoonose (CCZ) foi acionado ontem para iniciar uma investigação epidemiológica no bairro. O levantamento visa identificar todas as pessoas e animais que tiveram contato com o cão para que eles sejam isolados e mantidos em observação. A raiva ou hidrofobia pode ser transmitida para o homem através do cão, gato mico ou morcego, este último mais comum na zona rural. A raiva é transmitida através da saliva do animal contaminado. A evolução da doença depende do local onde o homem for infectado, sendo que os casos mais graves acontecem quando a via de aceso for as extremidades do membros (mãos e pés) ou a cabeça. A recomendação é que todas as pessoas que forem atacadas por um animal procure um posto de saúde para tomar a vacina. O mesmo deverá ser feito com o animal, que deverá ficar em observação por cerca de dez dias. A SMS informa que 17 unidades municipais oferecem a vacina humana gratuitamente e 31 postos estão disponíveis para vacinar cães e gatos contra a doença. Além disso, uma campanha de vacinação casa a casa, feita por agentes de saúde, está trabalhando em Salvador para reduzir o número de animais que não são vacinados. Só este ano, a campanha já imunizou 170 mil animais, segundo registros do órgão. Como apresentam dificuldade de diagnóstico, a secretaria de Saúde recomenda que os donos de animais domésticos fiquem alerta para qualquer mudança de comportamento. Caso seja observados sintomas como agressividade excessiva e recusa água e alimentos, o animal deve ser mantido isolado e as autoridades de saúde chamadas. Segundo a Lei Municipal 5.504/99, artigo 178, o criador é responsável pela guarda, alimentação, higiene e do seu animal. A competência da saúde pública se restringe ao oferecimento regular da vacina que previne a doença. A SMS já contabilizou 30 casos de raiva canina na capital este ano. Em 2003, o órgão registrou três casos de raiva humana e 2973 vítimas de agressão animal Em 2.002, a SMS registrou 2501 agressões, mas acredita-se que os números sejam ainda maiores, devido à subnotificação.

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