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Mostrando-se indignados com os ataques sofridos pelo jornal Correio da Bahia em razão da autoconvocação, rotulada pelo veículo de comunicação de propriedade do senador baiano como ?assalto ao bolso da população?, deputados até então aliados e beneficiados pelo esquema carlista, rebateram duramente as críticas recebidas. Começou com Elmar Nascimento (PFL), que rotulou o Correio da Bahia como ?pasquim da Paralela?. Disse, da tribuna, que ?não nasceu ainda aquele que irá insultar-me, assacar contra minha honra e me chamar de assaltante (referência à matéria do jornal), para eu não vir a esta tribuna dar a devida resposta que merece quem não se respeita?. Ex-carlista, Nascimento afirmou ter deixado o ?berço? carlista e se ligado ao governador Paulo Souto por convicção. Disse que não respeita ?quem não me respeita. Dou a resposta àqueles que merecem a resposta?, assinalou o parlamentar, para quem o que ?está por trás disso é simplesmente uma briga de poder de quem pensa que é o dono da Bahia?. O desabafo foi seguido por outros nem tão carlista quanto Elmar Nascimento, a exemplo do deputado Ângelo Coronel (PL), oriundo do ?ninho? tucano. DíVIDAS ? Coronel defendeu não apenas o líder governista, Clóvis Ferraz (PFL), ligado ao governador Paulo Souto e candidato à presidência da Assembléia Legislativa. Estendeu sua defesa a todos os governistas atacados pelo jornal do senador ACM. E até concedeu aparte aos colegas de oposição que se solidarizaram à defesa da honra do Parlamento. Targino Machado (PMDB) aproveitou a deixa e usou o tempo para bater forte no senador pefelista. De acordo com Machado, ACM critica os deputados baianos que assinaram o requerimento da autoconvocação do Legislativo porque ?paga sua dívidas com o dinheiro do erário público?. Questionou sobre qual a sua posição e o que faz com o dinheiro que recebe quando participa de convocações extraordinárias do Congresso Nacional. O Sargento Izidório (PT) participou da sessão mais uma vez com seu botijão de gás. Em meio ao calor do plenário e dos discursos inflamados que esquentaram mais o clima, a Assembléia Legislativa aprovou, ontem mesmo, a primeira matéria em pauta. Trata-se do projeto 4283/04 que institui a certificação ocupacional no âmbito da administração pública estadual. Durante a confusão instalada no Legislativo, o governador Paulo Souto enviou mensagem retirando dois projetos da pauta para serem ajustados. Trata-se da polêmica proposta de aumento das custas judiciárias, de autoria do Tribunal de Justiça, e o que altera as Leis 3.956/81, 6.348/91 e 7.014/96 que tratam de questões tributárias. 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Deputados ligados a Paulo Souto atacam Antônio Carlos Magalhães.

Data de Publicação: 10/01/2005

Deputados ligados a Paulo Souto atacam Antônio Carlos Magalhães.

Deputados ligados a Paulo Souto atacam Antonio Carlos Magalhães, evidenciando divergências entre governador e senador. O clima esquentou ontem na Assembléia Legislativa, no primeiro dia da autoconvocação feita pelos deputados para apreciar matérias do interesse do Executivo. O ar-condicionado do plenário quebrado não foi o único indicativo de que a temperatura subiu. Os discursos inflamados dos deputados governistas que atacaram duramente o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) deixaram claro que as relações entre carlistas e o governador Paulo Souto não andam nada amistosas. Mostrando-se indignados com os ataques sofridos pelo jornal Correio da Bahia em razão da autoconvocação, rotulada pelo veículo de comunicação de propriedade do senador baiano como ?assalto ao bolso da população?, deputados até então aliados e beneficiados pelo esquema carlista, rebateram duramente as críticas recebidas. Começou com Elmar Nascimento (PFL), que rotulou o Correio da Bahia como ?pasquim da Paralela?. Disse, da tribuna, que ?não nasceu ainda aquele que irá insultar-me, assacar contra minha honra e me chamar de assaltante (referência à matéria do jornal), para eu não vir a esta tribuna dar a devida resposta que merece quem não se respeita?. Ex-carlista, Nascimento afirmou ter deixado o ?berço? carlista e se ligado ao governador Paulo Souto por convicção. Disse que não respeita ?quem não me respeita. Dou a resposta àqueles que merecem a resposta?, assinalou o parlamentar, para quem o que ?está por trás disso é simplesmente uma briga de poder de quem pensa que é o dono da Bahia?. O desabafo foi seguido por outros nem tão carlista quanto Elmar Nascimento, a exemplo do deputado Ângelo Coronel (PL), oriundo do ?ninho? tucano. DíVIDAS ? Coronel defendeu não apenas o líder governista, Clóvis Ferraz (PFL), ligado ao governador Paulo Souto e candidato à presidência da Assembléia Legislativa. Estendeu sua defesa a todos os governistas atacados pelo jornal do senador ACM. E até concedeu aparte aos colegas de oposição que se solidarizaram à defesa da honra do Parlamento. Targino Machado (PMDB) aproveitou a deixa e usou o tempo para bater forte no senador pefelista. De acordo com Machado, ACM critica os deputados baianos que assinaram o requerimento da autoconvocação do Legislativo porque ?paga sua dívidas com o dinheiro do erário público?. Questionou sobre qual a sua posição e o que faz com o dinheiro que recebe quando participa de convocações extraordinárias do Congresso Nacional. O Sargento Izidório (PT) participou da sessão mais uma vez com seu botijão de gás. Em meio ao calor do plenário e dos discursos inflamados que esquentaram mais o clima, a Assembléia Legislativa aprovou, ontem mesmo, a primeira matéria em pauta. Trata-se do projeto 4283/04 que institui a certificação ocupacional no âmbito da administração pública estadual. Durante a confusão instalada no Legislativo, o governador Paulo Souto enviou mensagem retirando dois projetos da pauta para serem ajustados. Trata-se da polêmica proposta de aumento das custas judiciárias, de autoria do Tribunal de Justiça, e o que altera as Leis 3.956/81, 6.348/91 e 7.014/96 que tratam de questões tributárias. Até faltosos vão ganhar R$ 20 mil O deputado Luciano Simões (PMDB) foi um dos primeiros a assinar o requerimento para viabilizar a autoconvocação extraordinária da Assembléia Legislativa. Mas não apareceu no primeiro dia de trabalho. Nem ele, nem os colegas Zilton Rocha (PT), Luís de Deus (PFL) e Roberto Carlos (PDT) estiveram na Assembléia ontem. Dos 63 deputados, 59 marcaram presença, o que não quer dizer que todos participaram necessariamente dos trabalhos. Alguns, como Luís Argolo (PP), Zé das Virgens, Vespasiano dos Santos (PFL) e Javier Alfaya (PCdoB), chegaram quando a sessão já estava perto de terminar. Outros, como Maurício Trindade (sem partido), que também assinou o requerimento, marcaram o ?ponto? e sumiram do plenário. Conforme o presidente da Casa, todos, mesmo os gazeteiros, receberão o pagamento das ajudas de custo (duas), no valor de cerca de R$ 10 mil cada. ?Tanto a Constituição quanto o Regimento da Casa estabelecem que o parlamentar só perde o direito de receber o pagamento, e até pode perder o mandato, se não comparecer a um terço das sessões realizadas?, explicou o presidente.

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