Nos últimos anos os cientistas se deram conta de que uma pequena fração das pessoas que vivem com o HIV desenvolvem anticorpos amplamente neutralizantes, e estes são muito potentes contra diferentes variantes do vírus.
Agora, a inovação publicada na "Cell" e na "Science" mostra que é possível gerar estes anticorpos em roedores através de uma sucessão de vacinas.
Os ratos não recebem o HIV ou uma infecção equivalente, por isso os cientistas ressaltam a necessidade de provar se este novo enfoque oferece proteção aos seres humanos.
"Os resultados são muito espetaculares", afirmou um dos pesquisadores, Dennis Burton, presidente de Departamento de Imunologia e Ciência Microbiológica do TSRI e colíder de uma das pesquisas divulgadas na "Science".
"A vacina parece funcionar bem em nosso modelo de rato para provocar a resposta anticorpos", ressaltou seu colega do TSRI, o professor David Nemazee,
A equipe de Burton usou uma proteína, o imunógeno eOD-GT8 60mer, que é uma nanopartícula criada para ativar células necessárias na luta contra o HIV.
No estudo publicado na "Cell", codirigido pelo professor William Schief, da IAVI, os especialistas usaram também a eOD-GT8 60mer, mas com um modelo de rato diferente.
Essa proteína "de novo impulsionou o sistema imunológico", indicou Schief.
Em um terceiro estudo divulgado na "Science", os cientistas utilizaram outros imunógenos que também provocaram uma reação de imunidade em coelhos e primatas.
Não há informação de quando a vacina será testada em humanos.
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A equipe de Burton usou uma proteína, o imunógeno eOD-GT8 60mer, que é uma nanopartícula criada para ativar células necessárias na luta contra o HIV.
No estudo publicado na "Cell", codirigido pelo professor William Schief, da IAVI, os especialistas usaram também a eOD-GT8 60mer, mas com um modelo de rato diferente.
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Em um terceiro estudo divulgado na "Science", os cientistas utilizaram outros imunógenos que também provocaram uma reação de imunidade em coelhos e primatas.
Não há informação de quando a vacina será testada em humanos.
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