Menor vereadora do Brasil é do município baiano de Irecê.

Regional

Quarta-Feira, 28 de Agosto de 2019

Se você precisa tirar dinheiro no caixa eletrônico, você vai lá, enfia o cartão na máquina e tira. Se quer sair do banheiro do shopping, baixa a maçaneta da porta e sai. Se quer subir a escada da repartição, sobe. Se quer falar com a atendente atrás do balcão da loja, fala. Mas, definitivamente, o mundo não foi feito para Meire Joyce Souza Figueiredo, 37 anos. Para realizar tarefas simples como essas, Meirinha tem dificuldades todos os dias. Tudo é alto demais para ela. Tudo é difícil de alcançar, exceto o seu sonho de mudar o mundo e ajudar as pessoas. No alto dos seus 98 centímetros “muito bem distribuídos em 24 kg”, a mulher que tem problemas até para alcançar o assento de uma cadeira se tornou vereadora. A menor vereadora do Brasil é mais do que uma pequena grande mulher. É um mulherão da porra!  Portadora da síndrome de nanismo, eleita em 2016 para a Câmara de Vereadores de Irecê, Centro-norte da Bahia, é considerada uma gigante na defesa dos direitos de quem, por algum motivo, é excluído do mundo dito “normal”. A história do caixa do banco é tão real que, em 2017, discursou em uma audiência no Congresso Nacional, na Câmara Federal, em Brasília, sobre o assunto. Durante reunião da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD), cobrou por políticas públicas de acessibilidade. Em Irecê, conseguiu transformar em lei municipal a adaptação dos caixas eletrônicos pelas agências bancárias, que são obrigadas a disponibilizar caixas alcançáveis para anãos, mas não o fazem. “Infelizmente, isso ainda não tem sido respeitado. Mesmo os caixas adaptados para cadeirantes eu não alcanço. Os bancos são instituições privadas que insistem em não cumprir a lei”, critica a vereadora, que, enquanto falava dos seus projetos e realizações, relatou diversos outros episódios constrangedores do dia a dia em que seu mandato de vereadora para nada serviu.  A luta de Meirinha contra um mundo que insiste em ser apenas grande, na verdade, vem desde 1995. Aos 12 anos, ela distribuiu ofícios junto aos órgãos públicos e instituições financeiras da cidade para que instalassem orelhões adaptados. 


As informações são do Correio.


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