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Candiba comemora seus 48 anos de autonomia administrativa.
 
Quinta, 29 de Julho de 2010  
 
Tribuna Popular

Com o mega-show de Calcinha Preta, Júlio Nascimento e Luiz Alberto e Banda Bailão Brasil, a Praça de eventos ficou lotada de pessoas da cidade e de outros municípios da região.

O governo municipal não mediu esforços para proporcionar aos seus munícipes e aos visitantes, uma comemoração à altura do aniversário de Candiba, nos seus 48 anos de emancipação política, no último dia 27 (terça-feira).

Mega-show

Com apresentação de Calcinha Preta, Júlio Nascimento e Luiz Alberto e Banda Bailão Brasil, a Praça de Eventos ficou lotada de pessoas da cidade e de outros municípios da região.

A abertura oficial do evento contou com as presenças, do prefeito Reginaldo Prado, o vice-prefeito Aleci da Silva Prado, secretários municipais, vereadores, prefeitos de várias regiões e várias lideranças políticas.

Em seu pronunciamento, o prefeito Reginaldo Prado agradeceu a Deus por mais uma oportunidade de estar conduzindo os destinos daquela cidade, aos visitantes e a todos funcionários da prefeitura, além do seu companheiro de trabalho e amigo Robevaldo Reis.

Reginaldo a seguir contou um pouco da sua história de vida, dizendo que saiu de Candiba aos seis anos de idade e retornou com 29 anos. "Esse povo me acolheu de braços abertos, por isso estou aqui para agradecer mais uma vez a Deus, pedindo para o mesmo que retribua aos candibenses o carinho e confiança que tem para comigo e a minha família."

Mais adiante o prefeito frisou que nesses 48 anos de emancipação política do seu município, ele se sentia muito honrado, porque participou de oito anos da história de Candiba. "E nesse tempo como prefeito eu a transformei na cidade mais linda da região, com todo respeito as cidades circunvizinhas, dando um avanço na Saúde e na Educação e ainda podemos avançar muito mais".

Reginaldo também garantiu aos presentes que nossas as contas estão em dias e que o município está no caminho do desenvolvimento. Por isso tinha muitos motivos para comemorar mais esse aniversário.

Finalizando, o chefe do executivo candibense anunciou alguns convênios, cujas verbas já foram creditadas, para construção, manutenção e aplicação em obras de diversos setores.

Durante as comemorações, foram registradas as presenças de alguns deputados federais e estaduais.

A seguir o público aplaudiu o show pirotécnico, com uma barulhenta queima de fogos de artifícios.

Conheça mais sobre Candiba:

História do Município narrada pelo ilustre filho da terra João Martins Jornalista e escritor.

A singularidade do município de Candiba, distante 800 quilômetros de Salvador, começa pela originalidade do seu primeiro nome: "Mocambo". Um ponto de aglomeração de ex-escravos vindos das grandes fazendas dos currais do Vale do Rio das Rãs, supostamente depois da abolição da escravatura nesta porção da Bahia, no final do século XIX. A comunidade, em epígrafe, despertou a atenção do padre Francisco Moreira dos Santos - Pe. Moreira -, que àquela gente se juntou para catequizá-la sob a proteção de Nossa Senhora das Dores, a padroeira do lugar.

Os anos fartos de produções agrícolas, notadamente algodão, milho, mandioca, mamona e criação de rebanhos bovinos, eqüinos e muares, muito colaboraram para colocar Guanambi em evidência econômica perante o seu Estado da Bahia. E assim foi até 1962, quando emancipou-se politicamente de Guanambi, já com a denominação de Candiba (Candimba, na acepção de Euclides da Cunha, quer dizer preá). Desde então, os filhos da terra foram se revezando no comando político-administrativo do município: Joaquin Neves da Silva (dois mandatos), Juvêncio da Rocha Ribeiro, Aleci da Silva Prado (dois mandatos), Reginaldo Martins Prado (três mandatos) e Lúcio Barros Lima. Apenas o primeiro prefeito não era filho do município, Tertuliano Joaquim Neto. O nome MUCAMBO também compõe a história do município, autorizado depois da Divisão Territorial do Brasil, de 31/12/1936 e 31/12/1937, pelo Decreto Lei nº 11.089 de 30/11/1938, alterando de MOCAMBO para MUCAMBO.

[Nota: No Dicionário online de Português, candimba significa: sf (quimbundo kandemba) 1 Espécie de lebre; tapiti. 2 Reg (Minas Gerais) Sofrimento, trabalho.]

A história sucinta de Candiba tem origem ainda no século XIX nas grandes fazendas de criação de gados e produção agrícola, a exemplo do Cel. José Antônio da Silva Castro - o Periquitão (herói das guerras pela independência da Bahia), avô do poeta Castro Alves, que morou em Guanambi de 1827 a 1844. Ele, que foi casado com Joana de São João Trindade Moreira, viúva de Manoel Trindade Moreira (procurador da Casa da Ponte), era proprietário da Fazenda Santa Rosa (uma das mais imponentes da região) e ainda das Fazendas Mocambo, Volta do São Francisco (Veredinha), Carnaíba, Campo Grande, Boa Vista (Lameirão) e outras mais de 20 grandes propriedades nesta região e na região do Paraguaçu.

Desenvolvimento industrial e comercial

A primeira indústria a ser instalada em Candiba (usina de beneficiamento de algodão) pertenceu a Gero Moreira da Trindade (enteado de Periquitão), isto ainda no século XIX. Localizava-se onde hoje está a residência do empresário João Nogueira. Já nos anos 60, do século XX, outros grandes empresários se estabeleceram na mesma atividade.

No setor comercial: os Carvalho, Batista, Coelho, Laranjeiras, Martins, Teixeira, Barros, Prado e outros, foram pioneiros. Essas foram também as primeiras famílias que contribuíram à formação da vila, bem como os Moreira, Rodrigues, Azevedo, Lima, Marques, Araújo etc.

Conheça também o Hino da Cidade de Candiba.

Na manhã de um novo dia

O sol brilhou alvissareiro

O céu radiante de alegria

Mostrando ao mundo inteiro

Que nascia Candiba

Orgulho do povo brasileiro.

Fértil é a sua terra

Produz do milho ao algodão (CORO)

Grande é teu povo

És a princesa da região.

Candiba se destaca

Perto da serra geral

Sua gente hospitaleira

Candiba grande e monumental

Glória da nação brasileira

Candiba tu és imortal

Teu povo forte e viril

Incansavelmente trabalhou

Para dos mocambos tirar

O negro escravo refugiador

Que nas noites de luar

Rendia graças ao redentor.

 

Letra - Noélia Donato Batista

Música - Osvaldo Pereira Magalhães

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 
 
 
 
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